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sexta-feira, 2 de março de 2012

O Perfume, de Patrick Suskind


Olá! Primeira postagem de um blog...  O que dizer?
Sinceramente, eu, que me considero até boa com palavras, não sei como fazer um primeiro post. Portanto, me decidi por fazer uma pequena introdução e partir para os finalmentes!

Bom, a ideia principal do espaço é interagir discutindo livros, não importando o gênero ou a época escrita. Uma boa forma de compartilhar ideias, sentimentos, pensamentos sobre o mundinho paralelo moldado pelo autor. Tão bom a diversão, o suspense, a melancolia, a vontade súbita de mudar o mundo, ou de simplesmente viajar por aí...! Detalhe: o foco não é explicar o livro, mas discutir sobre ele... Não pretendo ficar “transcrevendo orelhas”, nem acredito que seria interessante só isso!

Superadas as preliminares (haha), como primeiro livro, escolhi um bastante especial pra mim: O Perfume, de Patrick Suskind. Por quê? Não sei. Só sei que, do momento que o li até os dias de hoje (conto que há uns 6, 7 anos), sempre que me vem a pergunta pré-moldada "Qual seu livro favorito?", a resposta é a mesma.

O Perfume me encantou. Seja pela forma nua e crua do autor de escrever, com detalhes que nos remetem a cenas repugnantes, seja pela forma fria com que descreve o personagem principal desde a primeira página.

Escrito por um alemão em 1985, a história se passa em Paris, numa Paris de antigamente (século XVIII), e relata a vida do protagonista Jean-Baptiste Grenouille desde o seu nascimento – pautando-se na sua rejeição pela sociedade, começar pela própria mãe. O interessante é a relação dele com os cheiros a sua volta, o que pauta toda a narrativa. Pode-se mesmo observar a óbvia comparação que o autor faz dos cheiros com a hipocrisia reinante na Paris do século XVIII.
Para aqueles que gostam de livros bastante descritivos, com cenários e personagens bem desenhados, bem como da ideia de o próprio leitor fazer juízos de valor acerca dos perfis psicológicos em nuance, este livro é um prato cheio... Nos pega pela repugnância e, ao mesmo tempo, certa pena do personagem principal. Além do que, do começo ao fim, não é nada previsível!

"...as pessoas podiam fechar os olhos diante da grandeza, do assustador, da beleza, e podiam tapar os ouvidos diante da melodia ou de palavras sedutoras. Mas não podiam escapar ao aroma. Pois o aroma é um irmão da respiração - ele penetra nas pessoas, elas não podem escapar-lhe caso queiram viver. E bem para dentro delas é que vai o aroma, diretamente para o coração, distinguindo lá categoricamente entre atração e menosprezo, nojo e prazer, amor e ódio. Quem dominasse os odores dominaria o coração das pessoas."

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